Decorreu de 28 à 30
de março de 2005, no Instituto Superior de Enfermagem da
Universidade Agostinho Neto em Luanda, o Workshop Sobre: O Enfermeiro
Universitário nos PALOP, com a ausência de Moçambique
e Guiné-Bissau.
Após análise
em plenária das reflexões feitas pelos participantes
ao evento, sobre a Revisão da única grade curricular
(do Instituto Superior de Enfermagem), Perfil e Carreira do Enfermeiro
Universitário nos PALOP, chegaram as seguintes conclusões
e recomendações:
1. Em relação
a formação superior em Enfermagem, notou-se que
a República de Angola é pioneira neste domínio
e que possui um currículo que pode ser adaptado para os
restantes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
(PALOP), que pretendam iniciar esta formação.
2. Relativamente
ao currículo apresentado, foram discutidos alguns aspectos
como: Revisão de conteúdos, cargas horárias
e aumento de disciplinas, não descurando a carga horária
total recomendada pela UNESCO para formação de licenciados.
3. Criar estratégias que levem os Governos
dos respectivos Países, (Cabo-Verde , Guiné-Bissau
e São -Tomé e Príncipe e eventualmente Moçambique
) à concessão de bolsas de estudo, para formação
de Enfermeiros de nível superior na República de
Angola.
4. Inclusão
da formação superior em Enfermagem, aquando da abertura
da Universidade Pública em Cabo-Verde.
5. Que os bacharéis
formados em Cabo-Verde venham à Angola concluir a licenciatura,
para posteriormente contribuírem na formação
superior em enfermagem, no respectivo País.
6. Retomar a política anteriormente implementada
pela OMS/AFRO à nível dos PALOP, considerando que
o Instituto Superior de Enfermagem da Universidade Agostinho Neto,
é o Centro de Referência da Região para a
Formação de Quadros Superiores de Enfermagem.
7. Promover a
formação de Pós-Graduação dos
docentes, para a ascensão na carreira docente universitária.
8. Revisão da carreira
de Enfermagem vigente em Angola (reconversão especial do
Ministério da Saúde) para adequação
aos perfis de formação.
9. Os resultados do encontro foram positivos,
não obstante a ausência de Moçambique (que
além de Angola, também possui formação
universitária em enfermagem).
10. O relatório
do evento, deverá ser encaminhado à OMS local, OMS/AFRO,
e Ministérios da Saúde dos Países.